“A vida é breve, a arte é longa, a ocasião fugidia, a experiência enganadora, o julgamento difícil.”
Hipócrates, considerado o pai da medicina moderna, dedicou a vida ao estudo e à observação dos homens e da doença para concluir que uma só vida era demasiado curta para alcançar um conhecimento verdadeiro.
Mais tarde, o espírito prático e legislador dos romanos, através de Séneca, fez do aforismo um ditado latino: «Ars longa vita brevis». A arte é longa, por contraposiçâo à vida que é breve.
Depois disso, todos os que pretenderam atingir um nível superior de excelência, adotaram para si e para transmitir aos iniciados a máxima: «Depressa e bem, não há quem». Há também uma versão Hollywood para corações carentes: «A vida é breve, o amor eterno».
Todas estas versões, não passam, no entanto, de variações menores do génio maior de Hipócrates. O domínio de uma competência específica, o exercício digno de uma profissão, um amor pleno, exige ainda o compromisso duradouro observado por Hipócrates há dois mil e quatrocentos anos.

